quinta-feira, 5 de maio de 2011

MAIS PALAVRAS PARA QUÊ........!?

De acordo com notícia da Lusa, constante do DN on-line, pode ler-se:













'TROIKA'
"Medidas seriam menos restritivas se Portugal tivesse pedido ajuda antes"

O representante da Comissão Europeia, Jurgen Kröger, e o chefe da delegação do FMI, Poul Thomsen, acrescentaram que o PEC IV tinha algumas falhas.
Em conferência de imprensa destinada a explicar os termos do acordo de ajuda externa a Portugal, o representante da Comissão Europeia, Jurgen Kröger, referiu que as medidas que constam no acordo de entendimento entre o Governo e a 'troika' seriam "menos restritivas nalgumas áreas" se Portugal tivesse pedido ajuda mais cedo, afirmou hoje o chefe de missão da missão, Jurgen Kroeger.
Este responsável acrescentou ainda que o PEC IV foi "um bom ponto de partida" para a elaboração do plano, mas que "não era suficientemente profundo em reformas estruturais", uma vez "que se concentrava apenas em medidas fiscais".
O representante do FMI na 'troika', Poul Thomsen, considerou que ao PEC "faltava medidas mais específicas" e "tinha falhas em termos de reformas estruturais e no sector financeiro". "O objectivo de [reduzir o défice para] 3,9 por cento não estava a ser bem conseguido através do PEC IV", disse Poul Thomsen.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

TEMPOS DE ONTEM...E DE HOJE...?

No momento em que Portugal se defronta, pela terceira vez após o 25 de Abril, com a necessidade de recorrer à ajuda externa para garantir a viabilização financeira do país, e quando nos questionamos como foi possível chegarmos aqui, vale a pena recordar as palavras que, segundo Aquilino Ribeiro (Príncipes de Portugal, Bertrand Editora, Lisboa 2011), D. Aleixo de Menezes, aio de D. Sebastião, terá proferido na coroação do Rei:


"Pode haver quem aprove por justos os erros do vosso gosto, padeça o Reino grandes trabalhos e o ânimo dos vossos vassalos não seja para V. A. o que soía ser para com os reis vossos antepassados.

Outros vos engrandecerão as riquezas e força dos vossos reinos, donde se seguirá meterem-vos em empresas de que saíreis com pouca honra ou aventurareis vossos Estados e vida, sem conhecerdes o engano senão quando lhe falte o remédio.

Dizia-lhe ainda, avaliando dantemão qual era a tendência do seu espírito, que chamasse para o governo homens experientes, fidalgos antigos, criados nas escolas de D. Manuel e D. João III, para não expor o Estado a uma ruína manifesta, metendo cousas de tanta consideração em mãos de pessoas faltas de amor e de experiência."

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

...VALE MAIS QUE MIL PALAVRAS

Entrega do Nobel da Paz 2010 a Liu Xiaobo, dissidente chinês.















(mediaserver.rr.pt)

DEBATE PRESIDENCIAL FERNANDO NOBRE-FRANCISCO LOPES

Do essencial deste primeiro debate presidencial fica a pergunta: como se justificam estas duas candidaturas?
Um candidato (Fernando Nobre) refere como sua mais-valia o já lhe terem morrido pessoas nos braços, ter visto pessoas esmagadas sob destroços ou ter visto crianças com fome a correrem atrás de galinhas que levavam alguma coisa no bico. O trágico das vidas pessoais desfeitas pelas catástrofes, calamidades, guerras e pobreza, não serve para edificar uma candidatura.
O outro candidato (Francisco Lopes) refere o seu passado de luta contra o fascismo. O sofrimento e as provações pessoais que esse combate gerou, não servem para justificar uma candidatura, ancorada num passado que já não volta.

TÍTULOS: POSITIVOS E NEGATIVOS

Vetada remuneração compensatória nos Açores, em http://www.publico.pt/Política/vetada-remuneracao-compensatoria-nos-acores_1471095

Nova tendência socialista propõe fim do "regabofe dos ´boys'" em http://www.publico.pt/Política/nova-tendencia-socialista-propoe-fim-do-regabofe-dos-boys_1471096

Segundo Relatório da OCDE, Portugal foi o país da UE onde a carga fiscal mais subiu em http://economia.publico.pt/Noticia/portugal-foi-o-pais-da-ue-onde-a-carga-fiscal-mais-subiu_1471105

Ministério da Educação não sabe quais as escolas que fizeram os testes PISA em http://www.publico.pt/Educação/ministerio-nao-sabe-que-escolas-participaram-nos-testes-pisa_1471065

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O PORQUÊ DO MAR

De acordo com a edição de hoje do Diário de Notícias, "a Biblioteca Nacional adquiriu um exemplar do mais antigo mapa de Portugal, datado de 1561. O exemplar foi impresso em Veneza a partir do manuscrito original de Fernandes Álvares Seco cujo paradeiro é desconhecido. O mapa original foi uma oferta do humanista português Aquiles Estaço ao cardeal Guido Sforza, em agradecimento pelo "seu empenho nos assuntos lusitanos". A partir dele, Sebastiano di Re gravou e Michele Tramezzino, conhecido editor veneziano, preparou uma versão reduzida (36x66 cm), na escala de cerca 1: 1.340.000, impressa em Veneza mas difundida em Roma, com privilégio do Papa e do Senado de Veneza, datada de 20 de maio de 1561, informa a BN. Esta é a primeira imagem cartográfica que representa Portugal isoladamente e no seu conjunto."

Para além de assinalar o interesse da aquisição, é muito curiosa a forma como este mapa está orientado, com a faixa tradicionalmente apresentada como "o oeste" do território nacional agora transformada "no norte".
E este simples rodar do mapa de Portugal demonstra bem porque razão o futuro do país estava no mar.
Afinal, o mar era toda uma extensão que se prolongava, sem fim, à frente das praias, arribas e promontórios portugueses, por desbravar, sem dono, acessível com as técnicas, o engenho e o arrojo adequados.
Com este mapa torna-se evidente a pulsão marítima de Portugal. Ela torna-se quase que obrigatória!
Mas tendo essa empreitada nacional começado no século XV, ou seja um século antes da feitura deste mapa, e se bem que outros mapas tenham existido antes sem conseguirem chegar aos nossos dias, que capacidade visionária do decisor político de Quinhentos!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

QUANTO VALE O INTERESSE ESTRATÉGICO NACIONAL?

Concretizou-se, hoje, a aquisição, pela Telefónica, da participação da PT na Vivo.

Depois de a mesma aquisição ter falhado, em 30 de Junho, devido ao uso, pelo Governo, da "golden share" que dispõe na PT. Invocando a defesa dos interesses estratégicos do país.

Quais seriam esses interesses? Presume-se que a importância de manter participação na Vivo, considerando a sua primazia no mercado brasileiro e latino-americano.

Isto porque o conceito de "interesse estratégico" implicará "aplicar com eficácia os recursos de que se dispõe ou de explorar as condições favoráveis de que porventura se desfrute, visando as alcance de determinados objectivos" (Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, Lisboa 2005).

Cabe perguntar, então, o que mudou em menos de um mês, para que o Governo não tenha utilizado, de novo, aquela prerrogativa especial de accionista?

Que se saiba, a importância da Vivo não foi reduzida.

Que se saiba, a permanência da PT no mercado brasileiro continua a ser objectivo da empresa.

Que se saiba (e já se falava nessa hipótese em Junho), a alternativa da aquisição, pela PT, de participação na OI é um "mal-menor", face à perda da Vivo.

Que se saiba, apenas o valor a pagar pela Telefónica à PT foi aumentado em 350 milhões de euros.


Será que se pode concluir, de todo este processo, que os interesses estratégicos nacionais valem 350 milhões de euros?