"A natureza do poder absoluto é tal que o homem poderoso não precisa de mencionar o seu poder. Está presente na consciência de todos. Assim, o poder age de uma maneira furtiva e, consequentemente, os poderosos poderão negar que alguma vez o terão usado."
sábado, 24 de abril de 2010
A PROPÓSITO DE PRESSÕES...
"A natureza do poder absoluto é tal que o homem poderoso não precisa de mencionar o seu poder. Está presente na consciência de todos. Assim, o poder age de uma maneira furtiva e, consequentemente, os poderosos poderão negar que alguma vez o terão usado."
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
SERÁ VERDADE (II)?
O Fim da Linha
Mário Crespo
Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que era o Director do Público. Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
SERÁ VERDADE?
Uma nota final para a ERC e para o seu Conselho Regulador - entre outros membros, integra este Conselho a Drª Estrela Serrano, ex-assessora de imprensa do Presidente Mário Soares, que explicou, num trabalho muito elucidativo, como a Presidência da República utilizou então a comunicação social para atacar o Primeiro-Ministro Cavaco Silva e os seus Governos.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
SIM AO REFERENDO AO CASAMENTO HOMOSSEXUAL
E isto não atenta nada contra a igualdade e a diferença, que deve ser respeitada.
Aliás, o princípio da igualdade significa tratar por igual o que é igual e tratar por diferente o que é diferente.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
FRANCISCO SÁ CARNEIRO

Quando será que o PSD volta a colocar em prática esta frase de Francisco Sá Carneiro, sempre actual e que hoje, passados 29 anos da sua morte em Camarate, recordo?
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
TRAPALHADAS DE ANTÓNIO COSTA E SÁ FERNANDES



